Claudinet Antonio Coltri Junior - eu uso a Blitz em treinamentos organizacionais
Quando tenho que falar sobre as coisas que fizeram sucesso no passado, sempre me vem a cabeça a Banda Blitz, com Evandro Mesquita, Fernanda Abreu (e até Lobão como baterista, bem no início) e companhia.
A Blitz foi um marco na história da música popular brasileira. Com seu jeito meio cantado (esteja sob o sol / ou debaixo de chuva / a minha alma geme por você), meio falado (sabe essas noites que “cê” sai caminhando sozinho / de madrugada com a mão no bolso), deu o ponta pé inicial para o pop rock em terras tupiniquins.
Quem apostou e deu todo o suporte para a banda foi a atriz Patrícia Travassos, a qual considero uma heroína, visto a mudança completa de paradigma provocada pelo grupo com seu estilo musical.
Foram 3 discos lançados na época, sendo que o último quase não teve repercussão. A música mais tocada (e pouco tocada) foi Louca Paixão, onde se invertiam os papeis: Márcia e Fernanda Abreu cantavam e Evandro Mesquita fazia o chamado back-vocal. Era mais ou menos assim: “ele é um cara 100% / seu comportamento é nota 100 / sem ter ficha na polícia / sem ter medo de ninguém”. Eu gosto dessa música, pois parece que estão falando de mim (cara modesto assim como eu, não existe...).
O primeiro LP (alguém ainda se lembra do tal bolachão? Eu sempre digo que os meus são invendáveis e imprestáveis - ops) contava com as canções “Você não soube me amar”, “Mais uma de amor (geme-geme)”, “Blitz Cabeluda”, “O beijo da mulher aranha” entre outras. Com esse disco ocorreu um fato engraçado: ainda em época de ditadura, duas faixas foram proibidas. Porém, quando ocorreu a proibição, o disco já estava nas lojas. Os sensores (sem talento sensorial) percorreram todas as lojas de disco do país e riscaram (literalmente) as duas faixas proibidas (Ela quer morar comigo na lua e Cruel, cruel, esquizofrenético blues).
Depois vieram outros sucessos, como “Betty frígida” (meu amor, não fique assim, não foi sua/minha culpa / por favor, não mude de cor / a gente pode tentar outra vez), “Week End” (Blitz, documento / ué, só temos instrumentos / e, rapaz, o que você faz? / ih, o que você tem nessa bolsa? / qual é o teu signo, que time torce?), “A dois passos do paraíso”(ela espera ver aquele caminhão voltando / de faróis baixos e pára-choque duro), “Ego trip” (e essa pessoa, princesa, sou eu!), entre tantas outras.
Há mais ou menos dez anos a Blitz voltou (sem Fernanda Abreu e Márcia) e está aí para quem ainda se delicia com suas canções. Para reviver o passado e ver a Blitz no presente, visite o site da banda: www.blitzmania.com.br e “Salve-salve, senhoras e senhores e rapaziada em geral (aumentem o som!). Aumentem o som e apertem os cintos que nós vamos começar a subir (subir – ohhhhhhhhh!). Espero que vocês (é!) gostem do disco (é, é!), assistam o show (é!), vejam o filme (é, é!) e leiam o livro (viva Blitz!). Agora sim, aí está, inteiro no seu vídeo, a cores para todo o Brasil: BLITZ!"
Clique aqui e leia outro artigo sobre a Blitz, escrito por Antonio Lemos Augusto.
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