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Brooklyn sem pai nem mãe

 
 
13/02/07  - Brooklyn sem pai nem mãe
 
Por Daniela Lepinsk Romio, jornalista viciada em leitura

Leia o livro Brooklyn sem pai nem mãe, do americano Jonathan Lethem. É uma das histórias de detetive mais desesperadoras que já li, pois fica entre o sério e a sátira. O protagonista sofre da Síndrome de Tourette, que o deixa tão pirado e cheio de tiques que faz o meu distúrbio de déficit de atenção parecer a coisa mais normal do mundo. O livro tem os ingredientes certos - o bairro do Brooklyn, em Nova York, máfia italiana, máfia japonesa, órfãos criados como semi-gângsters, organizações que não são bem o que parecem, uma mulher atraente e misteriosa etc. O problema é que quase todos são meio fora do padrão, meio capengas, muito mais humanos que os personagens desse tipo de história costumam ser. Os tiques de Lionel Essrog expõem o ridículo que todo ser humano passa de vez em quando e faz força para esconder - e esquecer. Mas é, sobretudo, um livro divertido. Não deixe de conferir. Editora Companhia das Letras, 384 páginas.

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