Nova pagina 1

Submarino

 

Busca:

   

A vida só é compreendida da frante pra trás e vivida de trás pra frente - Kierkegaard

Home

Atualizado sempre que a criatividade "baixar"...

  
     

Expressões Humanas

 

 
   

 Apresentação    
   

Bico de Pena

   
   

Clave de sol

   
   

Claquete

   
 

Prateleira

 
   Atitude  
 

Balaio crítico

 
 

Imprensa ética

 
 

Dicas de sites

 
   Rindo à toa  
 

Fale conosco

 
   Indique nosso site  
   Ai que ódio!  
     

 

   
 

   

Enfim, o SUS marcou o exame...

 
 
30/01/07  - Enfim, o SUS marcou o exame...
 
Antônio Lemos Augusto, jornalista e advogado em Cuiabá-MT

Outro dia, talvez semana passada, em um desses fóruns mundiais dos quais muito se fala, o Brasil foi elogiado pelo seu Sistema Único de Saúde. A notícia, transmitida de forma séria e imparcial, de certa forma constituiu uma daquelas piadas feitas com endereço certo: só ri quem vive a situação contada na pilhéria. Como estamos falando do SUS, melhor seria dizer que só chora quem realmente necessita dos préstimos.

Hoje mesmo, nesta data em que veiculo este texto neste site, descubro que uma senhora conhecida, faxineira, ficou quase um ano aguardando o agendamento de um exame de saúde pelo SUS. Um ano! Quanta coisa aconteceu em um ano, inclusive os debates inférteis entre Lula e Alckmin, sobre o tema, na campanha presidencial.

Enquanto a faxineira contava sobre a espera, outra mulher lembrou que, quando grávida, marcou uma ultrasonografia pelo Sistema. Foi chamada já sentindo as dores do parto, quando não precisava mais porque já tinha arrumado um jeito de fazer pelo sistema particular. Não creio que sejam exemplos localizados na cidade de Cuiabá, de onde escrevo.

O SUS tem uma filosofia moderna, sem dúvida. Mas não funciona, a começar pelo gerenciamento amador, salvo exceção. Também não há fiscalização suficiente sobre a aplicação dos recursos no setor. E, pior, há aquela aplicação de recursos que não é ilegal, mas é imoral ou violenta as regras mínimas de prioridades. Tudo bem que a moralidade e a eficiência são princípios que regem a administração pública, conforme a Constituição Federal, em seu artigo 37. Se o administrador público pratica um ato que, mesmo sendo legal, é imoral ou ineficiente, pode e deve responder judicialmente. Mas daí a isso ocorrer, vai uma distância longa, comparada às filas de espera do SUS pelo país.

A falência do SUS gerou a alegria dos planos de saúde, dos quais a classe média hoje é refém, um mal necessário inflado pelos governos ano após ano. Mais: tem um preço econômico, porque o cidadão não consegue se tratar adequadamente e perde horas de espera em prontos socorros e afins, quando poderia estar produzindo.

Enfim, a universalidade do SUS é uma grande conquista nacional, que deve ser louvada mundialmente. Mas daí ter elogios pelo seu funcionamento... Os dirigentes brasileiros presentes no fórum poderiam ao menos corar.

Voltar


comente/critique essa matéria

 

 

 

Nova pagina 1

 

 

Direção do site