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Todos precisam de um veneno para encher a sua taça de desejo - Guilherme Arantes

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Até onde vai a vaidade humana?

 
 
16/01/07  - Até onde vai a vaidade humana?
 
Ivana Quadros, jornalista em Mato Grosso

Quem nunca sonhou em ter o “corpo perfeito”, magra, peitos fartos e firmes, bumbum arrebitado e a famosa cinturinha violão? Ou, quem sabe, um bíceps definido, braços musculosos e aquela barriguinha tanquinho? Isso realmente enche os olhos de qualquer um. Mas quem não se encaixa nesse perfil, como fica?

Muda cabelo, muda bunda, muda peito, muda tudo. A vaidade humana chegou a um grau tão elevado que já não sabem mais o que inventar para ser mudado. Tem gente até tirando costela para afinar a silhueta, sem falar na onda anoréxica que cresce avassaladoramente.

Infelizmente, essa busca se tornou obsessiva e compulsiva. Ter o “corpo perfeito” não é mais sonho, já virou pesadelo. São muitos os casos de pessoas que morrem por causa disso. E as estatísticas apontam que a maior parcela das vítimas é do sexo feminino.

Hoje, as pessoas se preocupam tanto com isso que se esquecem do resto. A televisão é um dos maiores contribuintes a essa apologia. Para se ter uma idéia, uma bunda pode até ganhar um programa de TV, que o diga a Carla Perez!

Não é fácil viver numa sociedade onde os valores são reduzidos a dinheiro e beleza, mas também não é impossível. Porque o que se é, jamais mudará. Cedo ou tarde, a carcaça cai e o que fica são os seus valores éticos, intelectuais, valores que dinheiro algum pode comprar e que, quando são reconhecidos, dificilmente são esquecidos.

Vai uma cirurgia plástica aí?

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