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Agressão ao aluno

 
 
12/12/06  - Agressão ao aluno
 
Sara Carra, 14 anos, estudante em Porto Alegre - RS

Embora muita gente se volte para a agressão do aluno ao professor, muitas pessoas esquecem que também existem professores que agridem alunos. Ao assistir “Globo Repórter”, na Rede Globo de Televisão, notei que a maioria das vítimas é criança entre 3 e 9 anos, quando ainda está em formação e, para certas coisas, é ainda inocente.

Muitas vezes quando o professor agride o aluno age sob alguma provocação, pressão ou irritação, podendo ou não ter sido provocado pelo agredido. Mas isso não é razão para o educador agredi-lo, até porque isso pode gerar problemas futuros pra ele. O agredido pode virar agressivo ou, então, arredio, muito arredio, principalmente com seus futuros educadores, o que gerará grandes problemas em sua aprendizagem. Como se isso não bastasse, o aluno agredido também pode ficar anti-social, depressivo, e ter elevada queda de auto-estima. E esses “defeitos” poderão gerar outro grande problema futuro, ou seja, além da aprendizagem, poderão encontrar, também, dificuldades quanto ao mercado de trabalho.

Para evitar agressões tanto do aluno para o professor, quanto do professor para o aluno, os responsáveis pela criança e/ou pelo adolescente deveriam adotar medidas, como ouvir o filho, atentamente, sempre, em especial quando comenta de sua escola, ir às reuniões do colégio, e principalmente verificar a relação professor- aluno do colégio onde estuda. Caso essa relação não seja boa, é aconselhável trocá-lo de colégio.

É também importante ressaltar que o aluno pode ou não falar nada sobre a relação entre ele e o colégio. Neste caso, se o responsável desconfiar deve redobrar a atenção que existe nessa relação. Se a desconfiança persistir, deve trocá-lo de colégio. Caso o responsável tenha certeza de que seu filho sofreu maus tratos, deve, sem a menor sombra de dúvida, denunciar o educador, para evitar que este “faça mais vítimas”. Dessa forma, poderemos futuramente gerar profissionais com mais capacidade, auto-estima e confiança em si mesmo. Mesmo porque a escola é a base de tudo e é o professor quem mais ajuda a fortalecer (ou, em alguns casos, enfraquecer) essas bases.

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