Valdivino Souza de Amorim, advogado e jornalista em Cuiabá-MT
Um ponto, dois pontos, uma linha... palavras e pensamentos, textos e contextos, atos e fatos do movimento humano. Assim se constrói o legado histórico do homem. O que muda é a ótica de cada um em relação ao bem e ao mal no agir em sociedade.
No entanto, nem mesmo a inteligência crítica genial dos pensadores de todos os tempos seria capaz de formular conceitos exclusivos para o agir ético uniformizado, para uma ética pura, primogênita, filha do mundo, única nos tempos da castidade ou (por que não?) da promiscuidade, das mazelas humanas, que todo ser traz nas profundezas da alma. Pois como saber o que é bem e bom se não conhecemos o mal, mau? Como saber das virtudes se não conhecemos o que é ser não virtuoso?
A grande comédia humana é falar da perversidade do maligno para compreender Deus como grande arquiteto do universo e das virtudes. Assim, podemos afirmar: a ética é uma só se compreendemos e agimos com convicção lógica os nossos atos.
Em qualquer profissão, seus princípios formam um postulado a ser seguido e aplicado.
No Jornalismo, a ética se apresenta ao tecido social como guardiã da verdade e da liberdade de expressão, a fim de assegurar a todos o direito de ser informado.
Na Medicina, é a garantia da aplicação científica de todos os meios possíveis e legais para a qualidade de vida do cidadão.
No Direito, é a segurança do bem comum, indistintamente de raça, credo ou status dos indivíduos.
E assim deve ser em todas as profissões humanas.
Mas como agir eticamente se não conhecemos o contraditório das ações anti-éticas?
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