Antônio Lemos Augusto, jornalista e advogado em Cuiabá-MT
Há nomes sempre citados na MPB. Tem Maria aos montes. Tem Ana que não acaba mais. Porém, neste texto, quero apontar músicas que falam de Rita.
A mais famosa, talvez, vem do acervo de Chico Buarque: A Rita. “A Rita levou meu sorriso / No sorriso dela, meu assunto / Levou junto com ela o que me é de direito / Arrancou-me do peito e tem mais / Levou seu retrato, seu trapo, seu prato de papel / uma imagem de São Francisco / E um bom disco de Noel”. Sem dúvida, um clássico da MPB, bem ao estilo que consagrou Chico.
Recentemente, nesta onda de retorno dos Mutantes, ouvi uma antiga que também fala de Rita, no caso a Rita Lee. “Rita Lee foi passear / Vinte anos, namorar talvez / Dia azul e ela é infeliz / Suas mãos estão vazias / Porque estão tão frias / Ela quer ser feliz / Ela só quer seu par”. A música é uma boa lembrança de quando Rita Lee e os irmãos Sérgio e Arnaldo Baptista se davam bem. Recentemente, Rita Lee não quis participar do relançamento do grupo e fez duras e infelizes críticas à iniciativa.
De Minas Gerais, vem a composição de Lô Borges: Ritatá. Rita abre a janela / Pensa na vida dela / Abre a boca de sono, pensa no que vai dar / Acordar feliz / Todo mundo queria / Não ser assim tão só / Ter alguém ao seu lado seria bem melhor / Pra poder seguir. Não é muito conhecida fora das Minas Gerais, como grande parte das músicas de Lô. Mas recomendo.
E, retirando lá de dentro do baú, é bom lembrar de Geraldo Vandré, que - em seu arcabouço musical - não tem apenas composições de protesto, mas também algumas de amor, como “Maria Rita". Está em um dos principais discos de Vandré: Canto Geral, de 1968. Pego a viola, me lembro dela / Toco a viola, só quero ela, cantava Vandré em meio a outras músicas contundentes de críticas sociais e políticas.
Enfim, não só de Ana e Maria vive a MPB.
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