Antônio Lemos Augusto, jornalista e advogado em Cuiabá-MT
Casa de Pensão, de Aluísio Azevedo, é um daqueles livros que “caem” sempre em vestibular e, por isso, não raro é incompreendido, já que a leitura ocorre de forma obrigatória. Mas Aluísio Azevedo, sem sombra de dúvida, é um dos principais escritores brasileiros da virada do século XIX para o século XX, junto com Machado de Assis e Lima Barreto.
Interessante é verificar que a obra do escritor está com um pé no romantismo e outro no realismo. Os livros mais comentados são da fase realista, entre eles Casa de Pensão, que narra a história de um jovem que deixa o nordeste em busca da capital do país, então Rio de Janeiro. Sempre submisso à família patriarcal, no Rio o rapaz se vê livre e vai morar em uma casa de pensão que, apesar de aparentemente ser de excelência moral, era libertina e promíscua.
Os donos da casa de pensão tinham uma filha e, cobiçando a fortuna da família do jovem nordestino, preparam um plano para obrigar o rapaz a casar com a moça. Entre mentiras e trapaças, o livro chega a um final trágico e crítico.
Se você foi daqueles que precisou ler Casa de Pensão obrigado para prestar vestibular, sugiro que o releia. Vai descobrir um bom livro.
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