Antônio Lemos Augusto, jornalista e advogado em Cuiabá-MT
A metamorfose, de Franz Kafka, está certamente entre as principais produções literárias do século XX. É de 1915, mas em uma linguagem extremamente atual e com uma narrativa que, a cada leitura, revela novos significados. Também foi fonte de inspiração para muitos enredos de filmes e livros posteriores.
Especialistas classificam o livro como “realista-fantástico”. Realista, porque mexe com conceitos essenciais do ser humano. Fantástico, porque tem, como enredo, a transformação de um cidadão em um inseto. E a metamorfose se faz, mas não apenas na vida do rapaz vítima da transformação, e sim - principalmente - em relação àqueles que deveriam envolvê-lo e protegê-lo.
Interessante que a obra foi lançada em folhetim de revista. Mais de 70 anos depois, no Brasil, uma revista popular feminina fez a mesma experiência: deu, como brinde em uma edição, o livro “A metamorfose”. E a edição se esgotou. Prova de que o que é bom sempre será lido, basta viabilizar o acesso.
Enfim, A metamorfose é uma boa obra de cabeceira, essencial para descobrirmos os nossos próprios preconceitos.
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