Nova pagina 1

Submarino

 

Busca:

   

Todos precisam de um veneno para encher a sua taça de desejo - Guilherme Arantes

Home

Atualizado sempre que a criatividade "baixar"...

  
     

Expressões Humanas

 

 
   

 Apresentação    
   

Bico de Pena

   
   

Clave de sol

   
   

Claquete

   
 

Prateleira

 
   Atitude  
 

Balaio crítico

 
 

Imprensa ética

 
 

Dicas de sites

 
   Rindo à toa  
 

Fale conosco

 
   Indique nosso site  
   Ai que ódio!  
     

 

   
 

   

Suor

 

                 patrocínio

Toymania

 
24/01/06  - Zé Mané
 
Antônio Lemos Augusto, jornalista e advogado em Cuiabá-MT

O técnico Vanderlei Luxemburgo disse, nesta semana, que foi demitido do Real Madrid como um “Zé Mané”. Em entrevista coletiva, destacou que o futebol europeu não valoriza os técnicos brasileiros. Mesmo considerando que Luxemburgo exagera, afinal a própria contratação dele pelo Real mostra que os técnicos do país começam a ser melhor observados na Europa, importa destacar que até CBF já minimizou o trabalho de técnicos brasileiros em alguns casos.

1 - Em 1978, o técnico da seleção brasileira era Cláudio Coutinho, com competência muito distante de Ênio Andrade, Telê Santana, Rubens Minelli...

2 - Em 1986, a CBF contratou um tal Sebastião Lazaroni... Ah, tentaram revivê-lo ano passado no Juventude. Morou poucas semanas em Caxias do Sul.

3 - Falcão, sem nunca ter sido técnico na vida, foi parar na seleção brasileira. Excelente jogador, poderia até ter dado certo. Mas foi despropositada a sua indicação para dirigir a seleção brasileira, preterindo outros nomes mais qualificados.

Nem sempre o melhor técnico é aquele que tem acesso aos melhores times ou às seleções. Em 1994, o Brasil foi campeão, mas não por causa do Parreira. Tanto que o símbolo do time era o Dunga!!! Hoje, Parreira evoluiu e pode ser incluído entre os grandes nomes de técnicos do país, mas não em 1994.

Acontece! Em 1994, fomos campeões com o Parreira. Em 1982, perdemos com o Telê Santana, que era um dos grandes técnicos da época e está na lista dos principais técnicos do país, bi-campeão mundial pelo São Paulo.

Dois dos melhores técnicos atualmente, o próprio Luxemburgo e Luiz Felipe Scolari - Felipão, foram jogadores sem expressão no passado. Felipão teve sucesso dirigindo a seleção, embora tenha sofrido grandes críticas antes da Copa, principalmente por não ter levado Romário. Já Luxemburgo foi um fiasco. Felipão deixou a seleção brasileira para entrar no mercado europeu, dirigindo Portugal e classificando-o para a Copa. Luxemburgo foi para o mercado europeu e não deu certo. Felipão é melhor que Luxemburgo? Não acredito. O último time que Felipão dirigiu no Brasil, antes de assumir a seleção brasileira, foi o Cruzeiro, e não emplacou. Luxemburgo assumiu o Cruzeiro e pela primeira vez um time brasileiro ganhou, no mesmo ano, o estadual, a Copa do Brasil e o campeonato brasileiro.

Eu era um fã de Ênio Andrade nos anos 80. Na verdade, sou um fã, afinal a morte não anula o ídolo. Gaúcho, era corajoso, sempre jogando no 4-3-3, com times ofensivos, porém sem abandonar a escola clássica sulista de forte marcação. Foi campeão brasileiro pelo Inter, pelo Grêmio, pelo Coritiba. O título, pelo Inter, em 1979, ocorreu sem nenhuma derrota. Mas, para a CBF, Ênio Andrade era um Zé Mané, posto que nunca chegou à seleção. Se fosse listar os demais títulos de Ênio, além dos brasileiros, inclusive pelo meu Cruzeiro...

Um dos técnicos mais ironizados no Brasil se chama Joel Santana. Mas foi ele, sempre com sua prancheta, sobre a qual já escreveram que só serve para fazer figura, que tirou o Flamengo do rebaixamento ano passado, missão que parecia impossível. Antes de cumprir a missão, era considerado pela imprensa, principalmente a paulista, como um Zé Mané.

Por outro lado, Daniel Passarella chegou com fama e pose ao Brasil para dirigir o Corinthians e pouco ficou em São Paulo. Demitido, deu lugar para um cara, um tal de Márcio, desconhecido, com sotaque caipira e jeitão tímido. Mas foi Márcio quem conseguiu levantar o time que viria a ser o campeão brasileiro. Foi demitido antes do término do campeonato como um Zé Mané. Roeu o osso para deixar o filé mignon para outro.

Futebol é assim: todo mundo tem seu dia de Zé Mané. Luxemburgo teve o dele.

Voltar


comente/critique essa matéria

 

 

 

Nova pagina 1

 

 

Direção do site