Antônio Lemos Augusto, jornalista e advogado em Cuiabá-MT
Ronaldinho Gaúcho ganhou todos os prêmios importantes para jogadores de futebol neste ano. É, sem sombra de dúvida, o melhor jogador da atualidade e vem fazendo lances, no futebol espanhol, de dar sorrisos nos olhos.
O que se espera é que Ronaldinho repita, na seleção brasileira, ao menos 50% do que faz nos gramados da Europa. Talento para tanto ele tem. Mas não jogou, na seleção em 2005, tudo o que joga na Espanha.
No passado, a culpa para que jogadores de ataque não repetissem as atuações fantásticas em seus clubes quando convocados pelo Parreira poderia ser atribuída ao estilo de jogo do técnico: conservador, ou melhor, retranqueiro mesmo. Mas Parreira evoluiu, sem sombra de dúvida. Não é mais o mesmo de anos anteriores, quando o símbolo de sua seleção era o xerife Dunga.
Dá gosto de ver que o Parreira de hoje arrisca, montando um time para frente, aproveitando o máximo do potencial dos jogadores. Portanto, jogador de ataque tem espaço de sobra para brilhar.
É claro que Ronaldinho Gaúcho, assim como o outro Ronaldinho, são daqueles jogadores que - às vezes - fazem apenas uma coisa em todos os 90 minutos: o gol. E é o que vale e dá a vitória ao time. Mas que Ronaldinho Gaúcho esteja endiabrado na Copa do Mundo, talvez até justificando comparações que já ouvi: que tem o futebol alegre, assim como Garrincha. Será uma comparação muito pesada para Ronaldinho Gaúcho? Espero que não.
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