Antônio Lemos Augusto, jornalista e advogado em Cuiabá-MT
Análises sobre grupos de Copa do Mundo são interessantes, mas nada além disso. Na verdade, é muito difícil hoje em dia afirmar com convicção qual time é inferior ou superior a outro. O futebol está cada vez mais disseminado no mundo. Todas as seleções possuem jogadores que atuam em times grandes da Europa e convivem com técnicas várias de jogo.
O grupo brasileiro tem Japão, Croácia e Austrália. O Brasil jogou contra os dois primeiros neste ano e não venceu. Aliás, somente não perdeu para o Japão porque contou com uma participação amigável da arbitragem. Foi um 2 a 2 traumático pela Copa das Confederações. Já em amistoso, empatou de 1 a 1 com a Croácia, seleção aliás que, nos últimos anos, vem crescendo de importância no cenário mundial. A Austrália, vale lembrar, eliminou o Uruguai na repescagem. No último confronto Brasil x Austrália, deu Austrália. O Brasil perdeu de 1 a 0 em 2001, pela Copa das Confederações.
Na Copa passada, falaram muito da França e da Argentina como possíveis campeãs. As duas seleções, no entanto, amargaram desastres na competição. Já o Brasil sofreu para vencer uma desconhecida Turquia por 2 a 1 na primeira fase. Na ocasião, a manchete do Jornal do Brasil foi: “Árbitro ajuda e Brasil vence a Turquia”. Já nas semifinais, novamente os turcos e um suado 1 a 0. A competição acabou e a Turquia ficou em terceiro lugar. Entre os quatro primeiros, não tinha Argentina, Itália, França, Inglaterra... Tinha Turquia e Coréia do Sul, além de Brasil e Alemanha.
Por isso, análises sobre grupos de Copa do Mundo não passam de especulações, por mais entendidos que sejam os comentaristas.
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